sábado, agosto 29, 2009

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Cassiane Guimarães

Cassiane
A menina que revolucionou o Gospel Pentecostal no Brasil celebra 25 anos de carreira
Por Helen Schmidt
 
            Com apenas 3 anos começou a cantar em cultos, depois de gravar o seu primeiro disco aos 8 anos de idade, Cassiane não parou mais, e hoje, após 25 anos de ministério, esta carismática e energética adoradora reúne multidões que lotam estádios para vê-la cantar. São crianças, jovens e idosos que em coro cantam as canções de louvor, guerra espiritual, esperança e amor, interpretadas por esta que é uma das cantoras pentecostais mais populares do gospel brasileiro. Cassiane tem um estilo popular que alcança a todos que gostam de louvores vibrantes e música de adoração, este fato só colabora para deixar claro que seu trabalho é antes de tudo, encarado como um ministério
            Cassiane que já gravou 15 trabalhos musicais, sendo seus últimos sete, pela MK Publicitá,  e é a maior recordista de vendas na categoria solista feminina da MK Music.  Sempre teve muitos motivos para celebrar, pois todos os álbuns foram sucessos de vendas. Em 1996 ganhou o seu primeiro disco de Ouro, com o cd “Sem Palavras”. Em 1998, recebeu disco de Platina Duplo pelas mais de 750 mil cópias vendidas com o álbum “Com muito louvor”. Em 2001 lançou “Recompensa” e literalmente foi recompensada com mais um disco de Ouro. Em seguida veio o cd “A Cura”, que também foi disco de Ouro.
             Ainda não cansada de surpreender, em 2005, Cassiane é quem foi surpreendida. Em um evento das Assembléias de Deus, ela foi consagrada como a primeira pastora das Assembléias de Deus do Brasil.
            Atualmente, a cantora se dedica à divulgação de seu mais recente trabalho “Cassiane - 25 anos Com Muito Louvor”. Uma coletânea com algumas das canções que marcaram sua carreira ao longo destes 25 anos. Contudo, quem a conhece, sabe que mesmo em meio a tantas conquistas, sua maior paixão depois de Jesus é a sua família.
            Mãe de Jayanne, Caio e Joshua, Cassiane não pára. Enquanto não está cantando, faz questão de acompanhar seus filhos em reuniões escolares e em atividades corriqueiras.
            Neste bate-papo concedido exclusivamente para a Revista Palavra, minutos antes de se apresentar no congresso “Comunhão, Louvor e Palavra”, em Danbury, CT, a cantora conta um pouco dos desafios de ser uma pessoa pública e das alegrias ao ver que Deus usa seu trabalho para influenciar e transformar muitas vidas.
 
 
 
Palavra: Há quanto tempo você vem aos Estados Unidos e quais as novidades nesta sua fase ministerial?
Cassiane: Eu já venho aos Estados Unidos desde 1998 e, é sempre um prazer estar com os queridos brasileiros que moram aqui. Desta vez a novidade fica por conta deste primeiro DVD onde eu comemoro meus 25 anos de carreira, neles estão algumas das canções que mais marcaram estes anos, uma escolha difícil, devido ao número de músicas, mas o resultado tem agradado a todos. Outro projeto é o 4º cd da coleção “Cassiane e Jairinho”, com o título “Falando de Amor”.
Palavra: Seu esposo é músico e sua filha Jayanne de 8 anos tem cd gravado e já ganhou até disco de ouro. Você ainda tem mais dois meninos. Como é a rotina de vocês como família, em meio à correria da vida artística?
Cassiane: Um ensinamento que o Jairinho sempre frisa é que primeiro vem Deus, depois a família e em seguida a igreja, pois sem a família não há a igreja. Com esta base nós temos alguns padrões, como não viajar separado. O Jairinho e eu estamos sempre juntos, mesmo sendo viajem após viajem, apresentação após apresentação. O esforço é grande, mas procuramos estar sempre juntos. Eu sou, às vezes, secretária dele e apoio aos projetos de gravação que ele coordena. A Jayanne se inclui em todo este meio, e sempre que possível faz suas divulgações, mas não é uma artista mirim com sua própria agenda ou sua própria carreira, nós priorizamos os estudos, ela só faz divulgação quando estamos presentes. Não temos ministérios separados, somos uma equipe, uma família.
 
Palavra: Como é a mamãe Cassiane em meio a todos os seus compromissos?
Cassiane: Eu sou muito presente, acompanho reuniões de escola e atividades cotidianas. Se o Jairinho e eu estamos viajando, falamos com as crianças todos os dias pelo telefone. Procuro saber se fizeram a lição de casa e coisas rotineiras e me considero uma mãe exigente.
 
Palavra: Como você administra o assédio por parte dos fãs? É possível ter uma vida considerada normal?
Cassiane: Eu sou meio radical nestas coisas, e não é ser hipócrita. O que eu procuro sempre dizer é que sou uma pessoa como qualquer outra. Sim, tenho muitos compromissos, mas sempre que posso vou ao supermercado e ao shopping, e mesmo com tantos assédios, não ando cercada de seguranças. O que procuro sempre lembrar é que sou serva. O que eu sou hoje é o que Deus determinou para mim, e não o que eu escolhi. Não é porque eu posso, e sim porque Ele quis.
 
Palavra: Como você você analisa os artistas do meio gospel, que se tornam estrelas e perderam o contato com o público?
Cassiane: Este distanciamento é prejudicial, afinal a estrela é Jesus. Eu entendo que em algumas ocasiões é impossível ter o contato que gostaríamos devido ao grande número de pessoas que atendem aos shows e desejam atenção personalisada. Eu já saí de shows com a roupa rasgada, já puxaram meu cabelo e em uma ocasião as pessoas quase tombaram a van em que estávamos, mas mesmo assim, procuro atender à tarde de autógrafos e estar em contato direto com o público quando é possível. No entanto, se distanciar por se achar diferente e especial não é correto e não é a vontade de Deus.
 
Palavra: Você se lembra de alguma experiência marcante com algum fã?
Cassiane: Um acontecimento recente que se tornou um testemunho foi o de uma moça que estava hospitalizada com câncer e em estado terminal. Por ser uma conhecida de um amigo meu, ela comentou com ele que desejaria muito que eu fosse visitá-la. Vinte dias se passaram sem que eu soubesse de nada, então um dia ele foi até à minha casa e um tanto quanto constragido me pediu para que eu fosse visitá-la quando pudesse. Lembro-me de ter dito a ele que poderíamos ir naquele mesmo instante. Ao chegarmos no hospital, a paciente já se encontrava na UTI e se surpreendeu com a nossa visita. Em seu quarto existiam mais cinco leitos, todos em estado grave. Após abraços e beijos eu cantei três canções e orei ali com cada paciente. A grande notícia veio antes de vir aos EUA, quando este meu amigo me ligou dizendo que esta moça, já estava desenganada pelos médicos, teve suas células regeneradas e havia recebido alta do hospital. Glórias a Deus! O que foi uma benção para ela, foi um ensinamento de Deus para mim, me mostrando que devo estar atenta à cada oportunidade. Para quem está lendo esta entrevista, o que eu digo é que Deus quer usar você. Não perca as oportunidades!
 
Palavra: E como é para você, ser um testemunho e um exemplo para diversos artistas que têm surgido no meio gospel?
Cassiane: Acredito demais na importância de semear e de aprender a dividir. Não sou do tipo que retém e não sabe compartilhar com os demais. Semanalmente recebo novas composições para gravar, mas não tenho nenhum problema em repassar algumas delas para outros artistas. Um exemplo disso foi com a Aline Barros, que estava escolhendo o seu repertório e cedi a ela seis canções que compositores haviam enviado para mim. Enquanto alguns artistas guardam tudo para si, eu procuro abençoar, acho que é por isso que Deus me abençoa tanto!
 
Palavra: Como você vê os projetos que têm sido desenvolvidos por algumas igrejas cristãs evangélicas como esse da cidade de Danbury?
Cassiane: Isso é viver a Palavra de Deus, que bom seria se todas as igrejas de Danbury se unissem pela causa do evangelho e promovessem mais eventos como o Congresso “Comunhão, Louvor e Palavra”. Afinal é o Reino de Deus que ganha com isso!
 
Palavra: Qual é o recado que você deixa para o brasileiro que reside nos Estados Unidos e é leitor da Revista Palavra?
Cassiane: Eu gostaria de dizer, que me alegra muito ver veículos de comunicação sérios e comprometidos com Deus como a Revista Palavra. Para o brasileiro que mora no exterior o meu recado é que Deus sabe o que faz, e em muitos casos ele nos tira do lugar de conforto para que possamos trabalhar para Ele. O segredo é não desanimar. Eu já conversei com pessoas enfrentando problemas de depressão, que me disseram que não tinham tempo de ir aos cultos por trabalharem demais. Não podemos perder a direção, sem um foco definido nós ignoramos a benção de Deus. A biblía é clara quando nos diz que devemos buscar primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas nos serão acrescentadas.
 
 
PARA COLOCAR NOS PARAGRAFOS
“Eu já saí de shows com a roupa rasgada, já puxaram meu cabelo e em uma ocasião as pessoas quase tombaram a van em que estávamos.”
 
“Que bom seria se todas as igrejas de Danbury, CT se unissem pela causa do evangelho e promovessem mais eventos como o Congresso “Comunhão, Louvor e Palavra”.
 
 
 
Entrevista concedida a Revista Palavra confira no site clicando aqui